E se...?

Caros amigos,

Nesta minha primeira intervenção não quis seguir a linha de rumo da "boiada" que o blog estava a seguir. Não quis também fazer uma bela contribuição para que o blog seja uma seca. Quis sim introduzir aqui uma discussão com algum teor que penso que seja mais relevante para o uso desta ferramenta da web.


Mais um 3 de Março passou e muita coisa mudou desde os nossos saudosos 200 anos. Em primeiro lugar o colégio, que pelo que me tenho apercebido está, não diria de cara lavada mas pelo menos com algumas diferenças. Desde os professores que já não são os mesmos, à mocada, passando até pelo sistema de reprovações dos alunos que, pelo que soube, mudou e tornou-se mais semelhante à realidade do que se passa no país em geral. A "nossa" associação deixou de existir e aquele que tinha sido um grande progresso para possibilitar o encontro entre ex-alunos foi assim pelo cano abaixo.

Mas a razão que me leva a escrever aqui é de natureza algo distinta. Aquilo que se passou no nosso almoço de domingo na telepizza incomodou-me bastante... A forma como uma certa Carolina que ninguém sabia bem de onde é que vinha, apareceu com o seu ar leviano e desviou as atenções para ela, é no mínimo intrigante. Depois, a guerra de pizzas e o episódio dos pratos metálicos voadores levou-me a pensar e repensar se aquilo estava mesmo a acontecer num encontro de curso que provavelmente não se irá repetir antes do próximo 3 de março com o mesmo número de elementos. Digo-vos isto porque sinceramente ponderei se não estava na selva e acreditem que isto me custa bastante a dizer... E se aquele prato que voou e acertou no 108 tivesse tomado outra direcção e tivesse acertado noutra pessoa que não o nosso amigo? e se o prato tivesse acertado numa das namoradas de gajos do curso que estavam presentes no almoço? Certamente as coisas não tinham ficado como ficaram.

Só pedia um pouco mais de educação, porque é isso de que se trata, quando tivermos o próximo almoço ou jantar do género. Que possamos comportamo-nos com civismo como alguém que vem de uma escola de excelência como é o Colégio Militar.

Isto era aquilo que essencialmente queria dizer e agradeço desde já as boiadas que daí virão se realmente esta mensagem chegar a ser lida por alguém.

Deixo aqui o que penso e estou aberto a críticas.

Um abraço

6 comentários:

Dantas disse...

Percebo o teu ponto de vista, e acho que tens alguma razão. Não houve claramente a "noção de limite" (que o Bata tanto nos tentou explicar), e as coisas em alguns momentos passaram um pouco das marcas.
No entanto, sei que, tal como o Preto, o nosso curso "sabe estar", e que aquele momento foi daqueles que também têm de acontecer. Não querendo especular demasiado, aquilo não aconteceria se não estivessemos sozinhos na sala, por exemplo.
As circunstâncias do almoço levaram àquela situação, com as pessoas que lá estavam. As namoradas com certeza têm noção dos "animais" com quem namoram...

Recebi a tua mensagem, reconheço a tua razão, e peço que da próxima vez intervenhas no momento.

De resto, obrigado a todos pelos momentos que passámos neste 204º Aniversário do nosso Colégio, e que possamos "estar bem" e ajavardar nos próximos 204.
Grande abraço

Gonçalo Cardoso disse...

em relação a isso dos animais, tu lá
sabes dantas, deves falar por ti... eu concordo com o tito. o pessoal tem q se divertir, mas ha limites.

Bug disse...

Olá! Acho que se está a dramatizar demasiado a situação... Tudo bem que pode ter sido um avacalho, mas avacalhos também são precisos! Concordo perfeitamente com o dantas quando ele diz que não faríamos aquilo se não tivessemos sozinhos. Acho que isso é óbvio, há situações e situações, aquela era uma delas. Será que não fizemos coisas piores quando éramos alunos? É óbvio que caso alguém se se tivesse aleijado perderia toda a piada, mas não podemos viver em função disso, e o que quero dizer com isto é que naquela situação não houve abusos, na minha opinião, claro. Em relação à gaja que lá apareceu, respeito e compreendo perfeitamente o facto de não quereres que ela lá aparecesse e espero que da proxima avises na altura. Confesso que nem sei bem quem ela é, a gaja disse-me que me conhecia, que conhecia o pessoal do nosso curso...etc, não servindo isto como qualquer tipo de justificação. As criançinhas que éramos, já não o somos há algum tempo, acho que cada um de nós sabe perfeitamente lidar com as situações. Não me estou a dirigir especialmente a ti, Tito menteiga mas apenas a opinar sobre a situação. Um abraço

Anónimo disse...

ninguem percebeu mas a javardice foi um sistema de autodefesa... nós (neste caso o tito) ficou incomodado com a presença de gajas, o que eu compreendo, e dai a javardice (que na minha opinião nem foi abusada). estou convosco quando dizem que ha limites, mas deixo de estar quando os limites se cumprem sempre... porque todos nos sabemos que uma vida so de limites tende a ser limitada... por isso temos de ter o cuidado para transgredir so aqueles que nos farao mais felizes, que foi o caso e que na minha opiniao nao teve nada de desrespeitante, mas la está é preciso ter o cuidado

Anónimo disse...

A Erosão dos tempos,
A Mudança das gentes,
O aparente afundamento dos Valores
Dos Valores consagrados,
Não te atinge.

O teu valor autêntico
Firme, Seguro,
Não tem tempo,
Não tem moda,
Não serve oportunidade,
Não se doma a tiranos.

A Verdade, A Lealdade
A Coragem, o Carácter,
São a tua regra, a tua Lei,
Iluminam a tua História.

Os traidores
- Que os houve -
Não te mancham,
Somente, não receberam,
Ou não puderam manter,
O teu estilo de ser,
O teu sentido de vida,
O teu compromisso de viver.

Quando quase tudo,
Parece perdido, na senda do erro,
Da utopia, do medo,
Ou da traição,
Tu, Colégio Militar,permaneces
Inteiro, Completo,
Igual , Correcto,
Para exemplo dos Homens,
Para esperança do porvir,
Para que se continue
O Valor Tradicional
Da nossa Grei.

Colégio Militar,
- Isso eu sei -
Quando tudo parece que se esquece
Quando tudo se desvanece
Na bruma da duvida ou da descrença;

Quando a vida parece ser, coisa nenhuma
Coisa que não valha a Valer,
Colégio Militar,
Vens ao de cima ,
Mostras melhor o teu valor,
O que é ser, o que é valer.
Quando tudo parece
Que se esquece,
Quando muito se desvanece
É então, que tu, Colégio Militar,
Mostras que és a lição,
A lição que permanece

Anónimo disse...

Devo confeçar vos que nao posso deixar de oferecer o ombro da minha compreensao ao TAF...Nao pelo que escreveu, mas porque percebo a inveja que terá sentido por o avacalho se ter dado com pratos e nao com o brabaçal com que nos premiava!?

Mas partilhando a opiniao do Bug, percebo que,nem tanto o momento, mas o local, nao fosse o melhor... Qualquer desconhecido naquele dia nos associava ao CM! e nao nos vejo fazer tal bacanal se ainda A vestissemos!

noto tambem que a falta de convivencia nos tem afastado (nem todos...) da irreverencia (face a regas, e nunca face a principios)que nos caracterza!Eu que enveredei por um futuro de regras cada vez mais me convenço que isto e uma qualidade!

Alguma tolerancia deve existir entre nos!Desde o saudoso ano de 2003 que cada um tem o seu caminho, novos "amigos", outras maturidades! A lei da vida...!?
Acima de tudo devemos mantermo-nos Curso! Por nos e pelo CM!