Récita 2008

Estive ontem (5ª feira) no CM, onde encontrei alguns de nos, que como eu ali foram para assistir à récita e claro, para a natural confraternização.

É sempre bom ver a idade a mudar-nos:

-O pirex já começou a cumprir requisitos abdominais da cavalaria;

-O bruce estabilizou o crescimento horizontal;

-O bug tinha o cabelo tão grd como eu nunca tinha visto…é assim a vida de cadete do Tecnico;

- O Dantas continua a apresentar sinais abdominais de que a vida corre bem;

- O gordo parecia um magnata;

- O couto sorria!;

- O carvalho continua louro;

- O macaca parece que finalmente parou de crescer;

- O má …o má é chinês…estava a trabalhar (fotografo)!

- O málaga chegou furtivamente ao intervalo.

Bem, boiadas a parte, devo dizer que fiquei um pouco amedrontado com o que vi no palco!

Não vi grande muita profundidade crítica; pareciam “viver” da piadola e de “um preto” a dançar!

Fiquei com a ideia de para eles (sétimo) está tudo mais ou menos bem: era parabéns para toda a gente; todos se esforçam pelo “Cole” e por isso obrigado e continuem; porque/e o que está mal não é culpa do “presente” mas resultado do “Passado”; …..!

São o actual sétimo! São eles que vestem e vivem a farda cor de pinhão no momento (a meses de serem os graduados!) e não nós (ex alunos) mas….

Não sei, mas num momento algo negro que o CM atravessa, seja a culpa de quem for (“do passado” ou nem por isso!), parece haver muita passividade…Muito elogio! O que me salta a vista como inércia ou falta de exigência!

Será esta minha ideia fruto dos cinco anos que já passaram desde que o nosso curso terminou a vida colegial e/ou da ausência que tenho tido?

Gostava de saber a opinião do pessoal sobre o que tudo isto!

Abraços ao pessoal!



5 comentários:

Samuel Ma disse...

Não sei se a maioria do pessoal do nosso curso tem ido às últimas Récitas. Tenho notado que elas criticam mas não o fazem de forma bruta mas sim de modo construtivo e por vezes até inteligente. Por exemplo, em vez de dizer constantemente mal de algo, focam o que está bem e tentam constrastar ambos os lados. Tal como aconteceu no filme sobre o externato. Começou por mostrar as virtudes do internato e depois realçaram as possíveis desvantagens do externato e ao mesmo tempo lançando a afirmação em letras grandes e gordas: "Talvez o externato não seja solução." Se calhar por termos outra idade e estarmos agora do lado de fora vejamos o Colégio, suas cerimónias e tradições de outra perspectiva.

Lembrem-se que já na altura da nossa récita fomos criticados por antigos alunos por o nosso espectáculo ter sido pouco crítico também...

Ao contrário do Lebre penso que o Colégio não esteja a passar um "momento algo negro". Penso até que os últimos cursos de graduados têm feito um óptimo trabalho mesmo estando sobre pressão dos oficiais e recorrendo a outros e novos métodos de exigência e formação. Tenho até reparado que a verdadeira essência, vivência e espírito colegial está a ser imposta de forma eficaz nos putos e que muitos deles, mesmo os mais novos, adoram o Colégio.

Penso que seja normal a minha opinião ser diferente da vossa. Afinal faço parte da direcção da AAACM e consequentemente estou mais em contacto com o Colégio, O que eu não sei é se isto me permite ver melhor o real ou se são a minha imaginação e crenças a distorcer a realidade.

PS: Também gostava de saber opiniões do pessoal tanto sobre a Récita como o estado actual do Colégio. A minha participação de bastidadores na Récita deste ano não me permite ter uma visão crítica igual à vossa mas deu-me a oportunidade de reviver os nossos tempos de Colégio, especialmente as alturas respeitantes à produção da nossa Récita e as emoções vividas no momento da Nostalgia.

Anónimo disse...

Compreendo a tua opiniao e respeito-a por de facto teres estado mais proximo das actividades do CM que eu.

ainda assim nao posso estar tao seguro quanto tu a respeito da situaçao actual da instituiçao!

os putos estao felizes, os graduados fizeram um bom trabalho... ainda bem! isso da a entender que o espirito me mantem!

mas quanto ao futuro? tem se vindo a arrastar o problema dos poucos candidatos desde o nosso tempo de alunos! varias opçoes e medidas foram tomadas(e com prazer que registo isso!)...mas continua mais ou menos na mesma (o que da a ideia da dificuldade em resolve-lo)! e este problema nao da uma ideia confortavel do futuro!

sejamos praticos...começo a ter a ideia que o"pc" q os alunos podem fazer e manter e (mais ainda) passar o espirito aos mais novos!
Cabe nos (mais do que aos alunos arrisco me a dzr) como ex alunos defender o nome do CM..pela nossa postura...competencia..profissionalismo...espirito de bem servir...iniciativa..etc. sao estas qualidades q o CM nos incute que têm que ser reconhecida pelos outros para que a nossa voz seja reconhecida!

...leva tmp a contruir..tlvz ja tenha tido melhores dias...mas nao ha publicidade melhor!

o resto vem com isto...!

Samuel Ma disse...

Sabias que o ano passado o número de candidaturas ultrapassou a uma centena?

Foi o resultado da imensa divulgação que o CM e a AAACM fizeram com exibições no Colombo e Almada Fórum, bem como as úteis mas "invisíveis" visitas das escolas. De salientar também que as candidaturas abriram muito mais cedo permitindo assim o Colégio estar ao nível das outras escolas.

Este ano, como resultado do que se aprendeu anteriormente, também está a ser projectado o mesmo tipo de trabalho.

Também concordo contigo quando dizes que muito também passa por nós antigos alunos. Não é só levar a barretina na lapela. É isso e mostrar o que ela significa no verdadeiro sentido espiritual do acto.

E claro divulgar o bom nome e arranjar candidatos, amigos e familiares.

Filipe disse...

Eu penso que uma renovação de mentalidades passa muito por um acompanhamento de pessoal mais velho no CM. A sensatez ganha-se com o avolumar de anos e idade vai limando as arestas do bom senso. Há muita coisa que um espirito audaz e dinamico de 16 e 17 anos não consegue alcançar. E não o faz porque é cru, fá-lo porque não conhece mais nada sem ser o colégio. Falta-lhe o sabor do menos perfeito para comparar com justiça o nossa tão amada casa. A família colegial existe por um motivo. Não virem as costas ao que amam porque isso não faz sentido algum.
Zacatrás!

Tomás Ayala disse...

Esquecem-se de um singelo factor que nos impossibilita de inúmeras coisas. Nao podemos recorrer aos metodos de antigamente. A sociedade está completamente alterada, completamente diferente daquela que ocupava o «exterior» nos vossos dias de Colégio. Talvez nao o sintam por já nao enfrentarem os mesmos problemas que nós enfrentamos hoje. Mas digo-vos, tornou-se muito mais dificil de combater o mal no colégio. «Mal». Espero que compreendam isso e que tentem olhar o mundo colegial e quem o preenche de momento doutra perspectiva, de preferência menos destrutiva e inflexível.
Obrigado. Abraço, Ayala (nº108, 2001)