"Pois os Meninos da Luz - os do Colégio Militar - são uma das mais características casas de educação e ensino da mui garrida e muito atraente Lisboa. Não sei se não será ele - o Colégio Militar - o caso português mais típico do que de salutar e construtivo pode a segura orientação, obedecendo sempre a um carácter escolhido e determinado de preparação da mocidade. Em poucas palavras julgo o provarei, escolhendo só um facto do meu conhecimento pessoal. Frequentava eu a Escola de Guerra (hoje Academia Militar), quando assassinaram o Presidente Sidónio Pais. O que foi o luto da Nação e a manifestação de profundíssimo pesar dela, ante o atentado que prostrara o malogrado Presidente, podia expressá-lo o importantíssimo cortejo fúnebre. Este, começando na Câmara, saía o ataúde, a vanguarda desse cortejo já se encontrava em Santos. É que em Santos, onde postara a Escola de Guerra, víamos já passar os que regressavam dos Jerónimos, antes das salvas de artilharia assinalarem a saída do féretro da Câmara Municipal. Mas... e o Colégio Militar, em que lugar aguardava a passagem do corpo de Sidónio Pais? - Junto e em frente do Teatro Nacional, se a memória não me falha. As forças do mal, a minoria criminosa mais activa das alfurjas, não se achava ainda satisfeita, porém, com o seu hediondo atentado e tratou de perturbar a imponência enorme, a majestade de altíssimo significado daquela manifestação colectiva, verdadeiramente nacional, à memória de um Homem! E assim ousaram atirar, furtiva e fugidiamente - como mais tarde se confirmou - uma bomba ou duas, que deflagraram à passagem na Baixa, do infindo e eloquentíssimo cortejo. Houve perturbação popular que alastrou aos contingentes militares, mais próximos do deflagrar do maquinismo explosivo.
O Colégio Militar, porém, desde o mais pequenino dos seus alunos até ao comandante (um dos mais velhos) é que não arredou pé, apesar do petardo ou petardos haverem explodido perto de si. E a voz do comandante-aluno foi esta, que ainda hoje me soa aos ouvidos, por dita tão solene e corajosamente a rapazes e até crianças, em momento tão grave: Colégio Militar, firme!
E ficaram firmes, os Meninos da Luz, sem se moverem, em postura impecávelmente militar..., enquanto a multidão se perturbava num pânico geral..."
não sei se repararam mas o Ma teve dificuldade em achar o bruce na foto dos claustros, uns post mais acima...então ó chines tu nesta foto é k tas mm escondido, qual wally qual quê, onde está o chinês?
3 comentários:
COLÉGIO MILITAR, FIRME!
"Pois os Meninos da Luz - os do Colégio Militar - são uma das mais características casas de educação e ensino da mui garrida e muito atraente Lisboa. Não sei se não será ele - o Colégio Militar - o caso português mais típico do que de salutar e construtivo pode a segura orientação, obedecendo sempre a um carácter escolhido e determinado de preparação da mocidade. Em poucas palavras julgo o provarei, escolhendo só um facto do meu conhecimento pessoal. Frequentava eu a Escola de Guerra (hoje Academia Militar), quando assassinaram o Presidente Sidónio Pais. O que foi o luto da Nação e a manifestação de profundíssimo pesar dela, ante o atentado que prostrara o malogrado Presidente, podia expressá-lo o importantíssimo cortejo fúnebre. Este, começando na Câmara, saía o ataúde, a vanguarda desse cortejo já se encontrava em Santos. É que em Santos, onde postara a Escola de Guerra, víamos já passar os que regressavam dos Jerónimos, antes das salvas de artilharia assinalarem a saída do féretro da Câmara Municipal. Mas... e o Colégio Militar, em que lugar aguardava a passagem do corpo de Sidónio Pais? - Junto e em frente do Teatro Nacional, se a memória não me falha. As forças do mal, a minoria criminosa mais activa das alfurjas, não se achava ainda satisfeita, porém, com o seu hediondo atentado e tratou de perturbar a imponência enorme, a majestade de altíssimo significado daquela manifestação colectiva, verdadeiramente nacional, à memória de um Homem! E assim ousaram atirar, furtiva e fugidiamente - como mais tarde se confirmou - uma bomba ou duas, que deflagraram à passagem na Baixa, do infindo e eloquentíssimo cortejo. Houve perturbação popular que alastrou aos contingentes militares, mais próximos do deflagrar do maquinismo explosivo.
O Colégio Militar, porém, desde o mais pequenino dos seus alunos até ao comandante (um dos mais velhos) é que não arredou pé, apesar do petardo ou petardos haverem explodido perto de si. E a voz do comandante-aluno foi esta, que ainda hoje me soa aos ouvidos, por dita tão solene e corajosamente a rapazes e até crianças, em momento tão grave: Colégio Militar, firme!
E ficaram firmes, os Meninos da Luz, sem se moverem, em postura impecávelmente militar..., enquanto a multidão se perturbava num pânico geral..."
Dr. Oliveira San Bento, in "Correio dos Açores"
não sei se repararam mas o Ma teve dificuldade em achar o bruce na foto dos claustros, uns post mais acima...então ó chines tu nesta foto é k tas mm escondido, qual wally qual quê, onde está o chinês?
Eu não disse que tive dificuldade oh tu que fazes de espanhol :P Eu nesta foto estou presente de corpo, alma... e espírito (não se vê mas sente-se :-)
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